segunda-feira, 23 de novembro de 2015

INVESTIDURA DE NOVOS MINISTROS DA PARÓQUIA DE SÃO SEBASTIÃO

     Na manhã deste domingo, 22 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, a Matriz de São Sebastião investiu novos Ministros Extraordinário da Eucaristia. Com a nobre missão de levar o amor, a humildade e paz aos enfermos e a todos que buscam alimentar o espírito com o que é mais sagrado para nós cristãos, a Eucaristia. Que por intercessão de São Sebastião, todos possam abraçar com respeito e humildade a opção de servir ao próximo com alegria e amor.






Fotos: Andrea Campos, Karla Cristina





domingo, 22 de novembro de 2015

Cristãos leigos

 
Dom José Aberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)
Muitas vezes se fala em Igreja como sendo a hierarquia da mesma. No entanto, a grande maioria de seus membros é composta de cristãos leigos e leigas, que dão suporte à vida cristã na família, na própria comunidade religiosa, no mundo civil, como na economia, na mídia e na política.
Leigo ou leiga é quem assume sua fé, com o compromisso do batismo, para seguir a Jesus Cristo, imitando-o e promovendo a cidadania em todas as situações, com os valores humanos, éticos e cristãos. Sua adesão de vontade e esforço passa pela ligação fé-vida. Os atos religiosos, orantes, litúrgicos, de estudo e ensino da Palavra de Deus são força vitalizante de seu modo de vida. Não usa da relação com Deus e a comunidade cristã só no sentido vertical e intimista. Ao contrário, fortalece-se espiritualmente para atuar em todos os campos, ajudando a sociedade na promoção da vida e da dignidade humana, com os critérios do Evangelho. No mundo familiar atua no desenvolvimento das relações pessoais com a prática do amor e dos ensinamentos da Igreja. Nas atividades profissionais e de serviço ao bem comum, como a comunicação e a política, usa dos valores humanos e éticos, iluminados pelo Evangelho, para promover a justiça e o benefício da sociedade. Não se conforma com a corrupção, a imoralidade e a injustiça. Luta por causas de inclusão social e de ajuda para quem é discriminado e diminuído como pessoa humana.
O Concílio Vaticano II apresenta a autonomia dos campos da política e da Igreja, mas com o trabalho de ambas, em sua vocação específica, de atuarem para o bem comum. Ressalta o papel da Igreja “pregando a verdade evangélica e iluminando todos os setores da atividade humana pela sua doutrina, pelo testemunho dos fiéis cristãos” (Alegria e Esperança – “Gaudium et Spes”, n.o 76,3). Entre seus membros, a Igreja ressalta o papel proeminente dos leigos na sociedade, onde devem exercer o apostolado “a modo de fermento no mundo” (Apostolados dos Leigos – “Apostolicam Actuositatem”, n.o 2,2).
Mais do que nunca precisamos de leigos que atuem realmente na política, também  partidária, com sua verdadeira vocação de transformação da mesma. Há cristãos que vão à política e fazem o inverso do que é ético e cristão. Felizmente há os que lutam com sua presença de real valor e ideal cristãos. São eleitos com o voto dos cidadãos e não traem os eleitores. Mas precisamos aumentar o número desses que vão à política não para ganhar dinheiro e sim para ganhar em altivez de caráter, seguindo sua vocação cristã de realmente contribuírem com a promoção do bem , da justiça e da inclusão social, seja no legislativo, seja no executivo. Precisamos também, e muito, que o mesmo aconteça no judiciário!
Neste fim do Ano Litúrgico, coroado com a festa do Cristo Rei, louvamos a Deus pelos leigos e leigas que sustentam a evangelização e a verdadeira família cristã. São verdadeiros pára-raios da sociedade no mundo do trabalho, da economia, da cultura, da ciência, da comunicação e da política, enfim, do mundo civil! Eles e elas implantam o Reino de Deus em todas as situações, mesmo sendo bastante incompreendidos e perseguidos, justamente porque são retos, ética e moralmente falando! Conforme lembra João Evangelista, “Jesus fez de nós um reino de sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade” (Apocalipse 1,6). Assim, todos somos, com Ele, sacerdotes, para ajudarmos a implantar o seu Reino de justiça e paz!
 
 
 

Sentido da festa de Cristo Rei

A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

                        A criação desta festa tinha uma conotação política de grandiosidade. Quem, dos mais antigos, não foi da Cruzada Eucarística? Roupinha branca, fita amarela com cruz e dois traços azuis para os melhores. Qual era o comprimento? - Viva Cristo! – Rei! Este amor a Cristo Rei sustentou os cristãos na perseguição do México. Quantos mártires não entregaram a vida proclamando: Viva Cristo Rei! Quem sabe nos falte uma definição maior para o Reino de Cristo.

A oração da missa assim reza: “Deus que dispusestes restaurar todas as coisas em vosso Filho Amado, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade vos glorifiquem eternamente”. Vejamos os termos: Rei do Universo, vossa majestade. Para este sentido endereça a primeira leitura: A glória do Filho do Homem - “Seu poder é poder eterno que não lhe será tirado e seu reino, um reino que não se dissolverá” (Dn l7,14). Cristo com sua morte e ressurreição foi feito o Senhor da Glória. Seu Reino não tem fim.

Rei da Verdade.

Mesmo que seja um reino, o é diferente dos reinos e governos do mundo. Jesus se proclama rei diante de Pilatos: “Tu és Rei?” Pergunta Pilatos diante no tribunal. “Tu o dizes, eu sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta minha voz” (Jo 18,37). Jesus é rei da verdade. Pilatos pergunta-lhe: “O que é a verdade?” Mas não espera a resposta. (É comum em nossa vida perguntar as coisas para Deus e não querer saber a resposta). O que é esta verdade que é a identificação com Ele próprio? “Eu sou a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Ser verdade para Jesus é ser Ele próprio o testemunho da vontade do Pai: Estabelecer no mundo o domínio da misericórdia amorosa da qual o Pai é a fonte. “Graças a esta vontade é que somos salvos” (Hb 10.10). Durante sua vida procura unicamente fazer a vontade do Pai: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia” (Jo.6,39).

Um reino de sacerdotes.

Todo povo de Deus tem, como Cristo esta realeza. Esta é o domínio do amor que transforma o mundo. O amor é a primeira fonte da união com Deus. Ele faz de nossos gestos de serviço aos outros, da transformação das estruturas de escravidão em liberdade, um sacerdócio do povo de Deus e de cada um que santifica o universo. Ser cristão é já construir o reino de Cristo no mundo. A modalidade de construir este reino é o serviço fraterno, humilde como Cristo fez na sua morte que o glorificou. Unindo nossa vontade à sua e a vontade do Pai, podemos crer em verdade que Ele é Rei e Senhor.

Leituras: Daniel 7,13-14; Apocalipse 1,5-8; João 18,33-37

Contexto:

1. A festa de Cristo Rei, instituída por Pio XI, tinha uma finalidade político-religiosa de mostrar o senhorio de Jesus sobre o mundo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Esta festa foi colocada, na reforma litúrgica, no final do ano litúrgico para dar a perceber que Cristo é o centro do universo e para Ele tudo conflui.

2. Cristo, diante de Pilatos se declara rei da verdade. Ele conhece toda a verdade, por isso dá por ela a vida. A verdade é o desígnio do Pai de implantar no mundo o reino da misericórdia amorosa.

3. Todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, está unido a Cristo para a transformação do mundo em um mundo que sirva a Deus no culto verdadeiro que procede de um coração que ama.

Eduardo Rocha Quintella

http://catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/cristorei/09.htm

 

SOLENIDADE DE CRISTO REI - COMUNIDADE SANTO EXPEDITO

Na missa dominical ,(22/11),a comunidade de Santo Expedito celebrou,o Nosso Jesus Cristo,Rei do Universo.
                                   "O meu reino não é deste mundo" (Jo 18,36)
Com o encerramento do ano litúrgico, o celebrante Daniel presidente desta celebração,aspergiu água benta sobre a comunidade,recordando o nosso batismo.
É uma grande profissão de fé em Jesus Cristo ,como Senhor e Rei de tudo.O sentido de todo o universo está nele.Nesta celebração além de louvar o grande Rei,recordamos o dia dos Leigos e Leigas.
Celebrante Daniel,ressalta que em nossas vidas passamos por momentos de alegrias e provações.
Por isso,é preciso saber lidar,ora com a coroa de ouro ,ora com a coroa de espinhos.
Ás vezes,uma sucede a outra.Outras vezes,as duas permanecem juntas em nossa cabeça.
Podemos sempre esperar o melhor da parte de Deus.
Portanto,celebrar Jesus Cristo,Rei do universo, é reconhecer o dinamismo do agir de Deus na história.
Que Deus nos acompanhe e nos conduza, enquanto peregrinos,rumo ao Reino definitivo.









Eliane Martin 

sábado, 21 de novembro de 2015

Fotógrafo cria projeto de revitalização do Rio Doce depois de tragédia

Fotógrafo cria projeto de revitalização do Rio Doce depois de tragédia
 
 
 Um brasileiro de Minas Gerais famoso no mundo todo está liderando um projeto grande de recuperação da área devastada pela enxurrada de lama.
Os olhos de Dejanira Kranak estão como o Rio Doce – já não tem água. A índia chora sem lágrimas a morte do grande rio. Os 600 índios da última aldeia do vale do Rio Doce estão de luto. Os Krenaks querem ser compensados por quem matou o rio que eles chamam de grande.
Navegando entre peixes mortos, num rio vermelho de lama, o pescador também lamenta. A perda do rio é a perda da profissão, dele e da esposa.
“A nossa região aqui é fraca de emprego, não tem nada pra gente fazer. E não é só eu. Muitas famílias estão na mesma situação que eu estou”, lamenta Arilsom Pereira.
O Rio Doce já vem doente há muito tempo. O desmatamento das suas margens, o desvio das suas águas para fazer represas ou para a agricultura, tudo isso contribuiu pra reduzir o nível do rio dramaticamente.
Em Aimorés, por exemplo, mais de 500 quilômetros rio abaixo com relação à barragem que rompeu em Mariana, se vê estruturas construídas para servir de mirantes para o rio. Delas, só se vê pedra – o antigo leito do rio doce. Mas em Aimorés mesmo, existe uma pessoa de fama mundial que ainda enxerga alguma esperança para o Rio Doce. Curiosamente, um cidadão chamado salgado. Sebastião Salgado.
Os olhos do fotógrafo revelaram as tragédias do planeta. Agora, eles se voltam para a morte do seu rio mais querido.
“Esse rio é meu rio, eu nasci aqui. Eu cresci aqui. Eu de criança nadei muito nesse rio. E hoje, ver esse rio morrer, pra mim é de uma tristeza profunda. Realmente profunda”, diz o fotógrafo e vice-presidente do Instituto Terra, Sebastião Salgado.
Sebastião Salgado saiu jovem de Aimorés. Voltou como um dos fotógrafos mais conhecidos do mundo. Encontrou a antiga fazenda do pai desfigurada pela criação de gado, sem as matas do tempo de criança. Resolveu cuidar das suas raízes replantando a terra onde nasceu.
Salgado devolveu à Fazenda Bulcão dois milhões de mudas de espécies nativas. Junto com o verde, resgatou a água de dezenas de nascentes. Brotou daí o Instituto Terra. A ONG virou dona da fazenda e se transformou numa forte produtora de mudas da mata atlântica. Um centro que espalha há 17 anos a receita que curou a antiga fazenda dos Salgado.
Jovens técnicos agrícolas, como Cíntia, são formados pelo instituto. Vão de porteira em porteira convencendo agricultores como Seu Ademir a salvar as nascentes. E isso agora pode ajudar a salvar o próprio Rio Doce.

“Todo mundo ajudando um pouquinho é claro que vai melhorar as coisas”, diz o produtor rural Ademir Corteletti.
O Instituto Terra orienta, constrói fossas para tratar o esgoto. Dá até a cerca para o agricultor afastar o gado que pisoteia e sufoca os olhos d'água. Com R$ 12 mil, consegue salvar duas nascentes, em média, por propriedade.
Jornal Nacional: E aquelas que estão secas há mais tempo, têm volta?
Jaeder Lopes Oliveira, gerente ambiental do Instituto Terra: Tem volta. A experiência que nós temos lá também, dentro do Instituto Terra, sete nascentes que não existiam e voltaram a jorrar depois de sete anos.
O Instituto Terra estima que o Rio Doce é formado de 370 mil nascentes. Trezentas mil estão ameaçadas.
Salvar as nascentes pode devolver água para o rio, lavar a lama que o sufocou – essa é aposta do grande fotógrafo.
“Olha a diferença da água. Era assim que era a cor da água, assim que ela é hoje. E aqui você vê a densidade da lama acumulada aqui”, ele mostrou.
Salgado quer que a empresa responsável pelo desastre financie a recuperação das nascentes em todo o vale do Rio Doce.
“A proposição é de se criar um fundo, um fundo imenso, que nos permita replantar todas as nascentes do Rio Doce. Reconstituindo a reserva legal e instalando um sistema de tratamento de esgoto e captação de lixo em toda a bacia. Nós podemos começar esse projeto imediatamente, e para isso nós necessitamos de um fundo considerável”, diz Salgado.
O investimento vai ter de ser proporcional ao tamanho do estrago, como já aconteceu em outras partes do mundo, diz Sebastião Salgado.
“Olha, nós já tivemos reunião com os governadores, eu tive uma reunião com a presidente Dilma, que adotou a causa. Ela está extremamente sensibilizada, como tão sensibilizados todos os brasileiros”, Salgado contou.
Aos 72 anos, Sebastião Salgado nos inspira a buscar um ângulo positivo na tragédia.
“Eu espero, antes de morrer, ver esse rio completamente restabelecido, recuperado. Dá pra fazer”, afirma Sebastião.
A Vale afirmou que tomou conhecimento da criação do fundo proposto pelo fotógrafo Sebastião Salgado e que está disposta a apoiar, no que for possível, a recuperação do Rio Doce.
O governo anunciou que a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vai estudar o projeto do fotógrafo.
 
 
 
 

EAC - Encontro de Adolescentes com Cristo - promove pós encontro

Dia 18 de novembro, quarta-feira, aconteceu no Salão Paroquial "Padre Joaquim Pessoa Machado", a continuação do bate papo com novos adolescentes, os encontristas/2015 do EAC, em continuação da alegria, louvores, orações, união e bençãos, praticadas no fim de Semana.

 A participação dos encontristas e vermelhinhos contagiou e abrilhantou nosso Encontro. Foram momentos de eternas recordações e bênçãos. Que nossos meninos agora, encontristas, sigam firmes na caminhada e continuem fazendo parte da nossa família e que para eles sejam o verdadeiro Encontro com CRISTO, e que, juntos vivamos este encontro intensamente, com muita alegria, paz, humildade e muita união na fé.
 
Mirian Correa
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O MUNDO NÃO ENTENDEU O CAMINHO DA PAZ





“O mundo inteiro hoje está em guerra para a qual não há justificativa”, disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada nesta quinta-feira, 19 de novembro, na Casa Santa Marta.

O Pontífice comentou o Evangelho de Lucas em que Jesus se comove e chora sobre Jerusalém. Jesus se aproximou, e quando viu a cidade, começou a chorar. Depois diz: “Se também você compreendesse hoje o caminho da paz! Agora, porém, isso está escondido aos seus olhos”. O Papa repetiu as palavras de Jesus e acrescentou:

“Mas também hoje, Jesus chora. Porque nós preferimos o caminho das guerras, o caminho do ódio, o caminho das inimizades. Estamos próximos ao Natal: teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz.”

Se intuem os sentimentos do Papa Francisco, idênticos aos da maioria das pessoas no mundo nestes dias, nestas horas. Francisco recorda as celebrações recentes sobre a II Guerra Mundial, as bombas de Hiroshima e Nagasaki, a sua visita a Redipuglia no ano passado para o aniversário da Grande Guerra. “Tragédias inúteis”, repete usando as palavras de Bento XVI. “Em todo lugar existe guerra, hoje, existe ódio”, ressalta. Depois faz uma pergunta: “O que permanece de uma guerra, desta, que estamos vivendo agora?

“O que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, tantos mortos inocentes: tantos!, e muito dinheiro nos bolsos dos traficantes de armas. Jesus disse uma vez: ‘Você não pode servir a dois senhores: ou Deus ou as riquezas’. A guerra é a escolha pelas riquezas: “Vamos construir armas, assim a economia vai equilibrar um pouco, e vamos continuamos com os nossos interesses’. Há uma palavra feia do Senhor: ‘Malditos’. Porque Ele disse: “Bem-aventurados os pacificadores”!. Estes que trabalham a guerra, que fazem as guerras, são malditos, são criminosos. Uma guerra pode ser justificada – entre aspas – com muitas, muitas razões. Mas quando todo o mundo, como é hoje, está em guerra, todo o mundo: é uma guerra mundial – a pedaços: aqui, ali, lá, em todos os lugares … – não há nenhuma justificação. E Deus chora. Jesus chora”.

“E enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho – prossegue Francisco – há os pobres pacificadores que somente para ajudar uma pessoa, outra, outra, outra, dão a vida”. Como fez “um ícone do nosso tempo, Teresa de Calcutá”. Contra quem, observa, “com o cinismo dos poderosos, se poderia dizer. Mas o que fez aquela mulher? Ela perdeu a vida ajudando as pessoas a morrer?”. Não se entende, o caminho da paz … “

“Nós fará bem também a nós pedir a graça das lágrimas, por este mundo que não reconhece o caminho da paz. Quem vive para fazer a guerra, com o cinismo de dizer para não fazê-la. Peçamos a conversão do coração. Precisamente às portas deste Jubileu da Misericórdia, que o nosso júbilo, a nossa alegria sejam a graça que o mundo reencontre a capacidade de chorar pelos seus crimes, por aquilo que faz com as guerras”.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Morrem os homens, morre a natureza. O que restará?


 
 
Débora Ireno Dias
 

Diante do que temos assistido e lido nos meios de comunicação desde a noite de quinta-feira, 5 de novembro, não paro de me perguntar: até aonde a ganância humana nos levará? A cada cena que vejo de casas, lavouras, vegetação sendo levadas pela onda de lama, vem uma onda de indignação dentro de mim. A cada cena de famílias sem rumo, sem lenço nem documento, chorando por suas vidas que se foram como um barco de papel numa enxurrada, choro junto. E o que falar das crianças e dos idosos: começando a viver a vida já em meio à tragédia ou terminando a vida feliz com suas conquistas, que foram engolidas pela natureza.

E a natureza? Alterada, devastada, destruída, sugada, explorada em nome de um crescimento tecnológico, em nome do desenvolvimento, em nome de alguns que se julgam senhores de tudo em detrimento daqueles que não tem nada. Ao longo da BR040, estamos cansados de ver o quanto a paisagem está sendo, cada vez mais, devastada por empresas que só pensam no lucro. Onde está o reflorestamento? Onde está a tão dita “qualidade de vida” para aqueles que moram no entorno das mineradoras? Onde está quem vai pagar a conta desta tragédia que acometeu a região da cidade de Mariana?

Especialistas já dizem – e fotos na rede social demonstram – que os resíduos não param na região, podem chegar até outras regiões banhadas pelo Rio Doce e seus afluentes. O que acontecerá? Se a lama não for tóxica, como a empresa diz, apenas sujeira e muito trabalho de limpeza. Mas, se for tóxica...

E os moradores de Bento Rodrigues e outros distritos? Durante um tempo a solidariedade humana se faz presente. E depois, daqui a um mês, um ano? O que aconteceu com os moradores de outras localidades onde barragens ruíram? Já conseguiram retomar a vida com toda a tranqüilidade? Os culpados foram punidos? E o que acontecerá aos de Mariana? Casas, roupas, objetos pessoais, documentos, sonhos, lembranças, tudo se perdeu e não será devolvido. Pode-se até ganhar novas casas, indenizações, mas o “humano” muito se perde. Nenhum desenvolvimento tecnológico vale a vida humana.  

Infelizmente, não é a primeira barragem nem será a última que fará tantas vítimas. Enquanto a ganância humana não parar, enquanto não se aprender que a natureza nos oferece a vida e devemos conservá-la, enquanto não aprendermos a desenvolver sem destruir, a cuidar dos dons que Deus nos deu, muitos morrerão. Esta é a verdade!

E que esta indignação que está em mim e em tantos se transforme em ação para uma humanidade mais próspera e que pratique o verdadeiro “desenvolvimento sustentável”.
 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

PASTORAL DA PESSOA IDOSA CONVIDA!


Dia 29 de novembro das 15h às 19h acontecerá um momento de descontração com música dança e muita alegria, será realizado no salão paroquial Padre Joaquim Pessoa Machado, situado a rua Alcides Matheus, 29 Bairro São Sebastião.
 
 

Participem!
 

O que o Pequeno Príncipe queria lhe dizer quando você crescesse

Tão envolvidos pela rotina e correria do dia a dia, podemos esquecer dos anseios mais profundos do coração
 

“O Pequeno Príncipe” é a obra mais famosa do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. O livro foi publicado em abril de 1943.
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É considerado um livro infantil pela forma como foi escrito, mas na verdade são tratados temas profundos, como o sentido da vida, a solidão, a amizade, o amor e a perda – todas estas realidades profundas sobre a vida e a natureza humana.
 
Eu gostaria de falar brevemente sobre a dimensão do sentido da vida. A própria essência do livro – que busca descobrir esse sentido da vida – encontra-se refletida no segredo que a raposa revela ao Pequeno Príncipe: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.
 
Quando a pessoa entra em sintonia com o próprio coração, descobre em seu interior anseios que não podem ser saciados com as superficialidades do mundo.
 
O que é visível no mundo não mostra o essencial de que nosso coração precisa. Nosso coração tem um anseio, um impulso por descobrir respostas para as perguntas mais fundamentais da existência.
 
O Pequeno Príncipe, de maneira muito “infantil”, começa uma busca que o leva a visitar outros planetas. “Quanto mais conhece a realidade do mundo e mais conhece a si mesmo, percebe como mais urgente o interrogante sobre o sentido das coisas e sobre sua própria existência” (Fides et Ratio, 1).
 
É um caminho existencial que busca o conhecimento de si mesmo. Esse caminho do “conhece-te a ti mesmo”, que é uma exortação esculpida no templo de Delfos, nos leva às perguntas humanas de fundo: “Quem sou eu? De onde venho e para onde vou? O que existirá depois desta vida?” (Fides et Ratio, 1).
 
A pessoa precisa descobrir “como é questionada pela vida; só ela pode encontrar e ser responsável pela sua própria existência” (Victor Frankl, “O homem em busca de sentido”). Os adultos estão tão presos à rotina ativista, que se esquecem dos anseios mais profundos do coração.
 
A experiência do deserto, na qual se encontra encalhado o piloto, o leva a sintonizar e descobrir essas perguntas fundamentais das quais ninguém pode escapar. Às vezes é preciso estar em uma situação extrema como essa para enfrentar tais interrogantes.
 
Quantas vezes fugimos da reflexão sobre o sentido da vida?
 
É muito mais fácil viver na superficialidade das nossas existências. Encontrar soluções para nossos interrogantes mais profundos pode nos levar a assumir posturas diante da vida que nos façam sair da nossa “inércia confortável”.
 
Estas perguntas e respostas fundamentais só podem ser vistas com o coração. Enquanto os adultos prestam atenção nas aparências, como aconteceu com o astrônomo, a raposa o introduz no conhecimento cordial que transcende o evidente para aferrar-se ao essencial, ao verdadeiramente importante.
 
Na medida em que a pessoa entra em sintonia com seu interior, consegue dar um novo sentido a toda a realidade, a toda a sua vida, e engrandece o coração. Pouco a pouco, começa a ser responsável pela própria vida.
 
O importante, então, é ser fiel a estas inquietudes profundas que moram em nosso coração.
 
Este contínuo estar acordado constitui o centro da virtude fundamental que chamamos de “consciência da responsabilidade”.
Esta responsabilidade diante dos nossos dinamismos interiores é muito diferente da responsável rotina que a mãe da menina lhe impõe, no filme, com o fim de poder entrar na prestigiosa instituição educativa.
 
Não permita que a rotina da vida lhe faça esquecer do que é invisível aos olhos.