sábado, 7 de abril de 2012

“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”



Sexta-Feira Santa, dia da Paixão e Morte do Senhor. Dia de jejum e abstinência de carne. Dia de recolhimento, oração, interiorização e reflexão sobre o mistério da Cruz.




Em nossa paróquia, o dia começou com a procissão da penitência organizada pelos jovens e adolescentes do Setor Juventude. Ao caminhar pelas ruas do bairro, pôde-se refletir sobre o sofrimento de Jesus Cristo nos seus últimos momentos e a dor de Maria Santíssima ao ver seu filho morrendo. Enquanto a caminhada percorria as ruas, os fieis refletiam sobre a questão da saúde em nossa comunidade, nos exemplos de superação e de descaso. A procissão terminou às 8h, já dentro da Matriz, onde a tristeza deu lugar à esperança através da Ressurreição de Jesus.

Às 15h, liturgia solene da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Momento de silêncio. Silenciam-se os sinos. O altar fica vazio. O celebrante deita ao pé do altar num gesto de reverência ao Cristo que se entregou por nós. Padre Euder, em sua pregação, chamou-nos a silenciar o coração, a nos interiorizarmos para tentar entender o mistério da nossa redenção.

“Jesus aceitou morrer livremente. Ele não desejou se esquivar do compromisso que assumiu. Ele quis cumprir a vontade do Pai. Ele se coloca numa postura de entrega, de confiança e despojamento para dar prova de que Seu amor por nós é profundo e verdadeiro. Amor que significa despojar-se de si mesmo, como no Lava-pés. O gesto de ontem, na última ceia, é o que Jesus fez com Sua vida. Ele se dobrou aos nossos pés, ao morrer na Cruz, para nos salvar. Com Seu sangue, lavou nossos pecados. O Seu sangue nos devolveu a dignidade. Só em Deus há uma resposta para o sofrimento: Ele também sofre com a gente. Jesus assumiu sobre si a consequência do nosso pecado. Jesus entrou no “mundo da lama” para nos mostrar que é possível sair desta situação, da situação de sujeira, de pecado. O autor da vida aceitou perder a vida para nos dar a vida. Que nosso coração se deixe envolver por este momento. A Cruz levantada é o lugar de encontro com Deus. Possamos confiar mais em Deus e duvidar menos da Sua misericórdia. Sejamos mais fieis a Ele. Que possamos dizer "Pai, em tuas mãos, entrego o meu espírito”.

A celebração terminou com a apresentação do lenho da Cruz, seguida de adoração. Após a comunhão eucarística, os fieis retornaram para casa. Em silêncio,em oração, aguardando o momento maior do Tríduo Pascal: a celebração da Ressurreição do Senhor.

















Texto: Débora Ireno
Fotos: Kelmer Maike

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