segunda-feira, 30 de setembro de 2013

COMUNIDADE SANTO EXPEDITO



Foi realizado, na missa dominical do último domingo, 29, o Rito de Apresentação dos crismandos da Comunidade Santo Expedito. 

Para buscar o amadurecimento da fé e continuarem a missão do Cristo no mundo, os pais e os crismandos  foram chamados a assumirem a crisma como cristãos autênticos.

Além do Rito de Apresentação, cada fiel da Comunidade Santo Expedito atendeu o convite feito na semana passada e trouxe consigo uma Bíblia. 

O Coral Anjos de Deus abrilhantou a celebração e as leituras foram acompanhadas em grupos, com as Bíblias que cada um trouxe. Assim, a Comunidade sentiu-se mais participativa, demonstrando interesse e compromisso frente à Palavra de Deus que estava sendo semeada no meio do povo.

Que os nossos jovens e toda a nossa Comunidade encontrem, através da Palavra, o verdadeiro amigo, que é DEUS. E que sejam sempre felizes!


Colaborou: Eliane Martin
PASCOM - Paróquia São Sebastião

domingo, 29 de setembro de 2013

FACULDADE ARQUIDIOCESANA DE MARIANA OFERECE CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU, APERFEIÇOAMENTO, E DISCIPLINAS ISOLADAS EM HISTÓRIA DA ARTE SACRA


PASCOM - Paróquia São Sebastião

APRESENTAÇÃO DOS CRISMANDOS NA MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO


Aconteceu, no último sábado, dia 28 de setembro, na missa das 19h30, a apresentação dos Crismandos da Comunidade de São Sebastião. Padre Mauro, em sua homilia, ressaltou a importância do Sacramento do Crisma para os jovens, pedindo-lhes que sejam perseverantes nos encontros e na vida cristã. Pediu aos pais que, como os primeiros catequistas, apoiem os seus filhos e sejam presença na vida deles, participando das reuniões sempre que forem chamados, cobrando dos catequistas, sempre que necessário, a boa formação dos seus filhos. Logo após a homilia, foi realizada a entrega da Bíblia e do Crucifixo. Padre Mauro encerrou a apresentação com a benção de Aarão sobre os Crismandos e a missa transcorreu normalmente.



PASCOM - Paróquia São Sebastião

sábado, 28 de setembro de 2013

Francisco e a conversão pastoral

Pe. Geraldo Martins Dias

A repercussão da visita do papa Francisco ao Brasil foi surpreendente. As lições que deixou com seus gestos, palavras e silêncios ecoarão por muito tempo em nossos corações e em nossa vida. São tão numerosas e relevantes que fica difícil enumerá-las ou apontar a mais importante.

Detenho-me aos discursos que dirigiu ao episcopado brasileiro e aos dirigentes do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). O pano de fundo de suas palavras é o Documento de Aparecida, do qual foi um dos principais redatores durante a V Conferência do Episcopado da América Latina e Caribe, realizada em Aparecida há seis anos.

Aos bispos da CNBB o papa mostrou o caminho de renovação da Igreja quando destacou que ela deve ser instrumento de reconciliação, dar espaço ao mistério de Deus, ser missionária. Quando insistiu que ela não se afaste da simplicidade; se faça companheira e vá além da escuta; que seja capaz de devolver a cidadania aos filhos de Deus e redescubra as entranhas de misericórdia.

Com delicadeza de pastor e sabedoria de mestre, sublinhou cinco desafios postos à Igreja no Brasil: formação dos leigos, religiosos, padres e bispos; colegialidade dos bispos; estado permanente de missão e conversão pastoral; função da Igreja na sociedade e a Amazônia.

Aos dirigentes do Celam, Francisco enfatizou a urgência da conversão pastoral. Fez inquietantes perguntas cujas respostas revelarão a Igreja que temos e a Igreja que queremos. As interrogações do papa têm como base a Igreja-Comunhão-Participação que nasce do Concílio Vaticano II e, na América Latina, se solidifica com Medellín e Puebla.

Questionou, por exemplo, se o trabalho da Igreja é mais administrativo que pastoral; se os leigos são realmente participantes da missão; se os problemas enfrentados pela Igreja são tratados de forma reativa ou proativa; se os Conselhos Pastorais e Econômicos das dioceses e paróquias são realmente espaço de participação e levados em conta para o discernimento pastoral; se os ministros ordenados já superaram a tentação de manipulação ou submissão em relação à missão dos leigos.

Para o papa estes questionamentos constituem a chave da conversão pastoral porque dizem respeito a atitudes. “A conversão pastoral diz respeito, principalmente, às atitudes e a uma reforma de vida”, diz o papa. Isso implica “entrar em processo” na dinâmica própria da mudança de atitudes. De acordo com Francisco, pastoral é o “exercício da maternidade da Igreja” que “gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão”, daí a necessidade de ser misericordiosa. “Sem misericórdia, poucas possibilidades temos hoje de inserir-nos em um mundo de feridos que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor”.

A conversão pastoral exige, segundo o papa, que a Igreja deixe de ser autorreferencial e que as pastorais sejam próximas para que promovam o encontro de Deus com as pessoas e vice-versa. Além disso, é necessário vencer pelo menos três grandes tentações: a ideologização do evangelho, o funcionalismo e o clericalismo. O caminho que Francisco propõe para superação deste último é simples e bastante conhecido: Grupos Bíblicos, Comunidades Eclesiais de Base e Conselhos Pastorais.

Estas palavras do papa Francisco jogam especial luz sobre o estudo que nossas comunidades por todo o Brasil fazem do texto da CNBB “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia”. A renovação da paróquia que se busca terá sua efetiva concretização a partir de verdadeira conversão pastoral, que implica também na mudança de estruturas caducas.

Em boa hora Deus inspirou o papa Francisco que nos ajuda a perceber o caminho de renovação de nossas paróquias. Vale seu alerta: “a mudança de estruturas – de caducas a novas – não é fruto de um estudo de organização do organograma funcional eclesiástico, de que resultaria uma organização estática, mas é consequência da dinâmica da missão”. E ainda: “O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é a missionariedade”.

PASCOM - Paróquia São Sebastião

CNBB divulga cartaz e subsídios da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”

Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.

O cartaz da CF 2014, que se encontra disponível para download, traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os demais produtos podem ser adquiridos no site: http://www.edicoescnbb.com.br/loja/loja-302647 ou pelo telefone: (61) 2193.3001.

Entenda o significado do cartaz:
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.

PASCOM - Paróquia São Sebastião

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amanda Teixeira, Ana Bárbara Gomes Pereira, Walace Alfenas, Débora Ireno etc...

Jornada Mundial: e agora?

Pe. José Antônio de Oliveira
A Jornada Mundial da Juventude, como evento, passou. Como processo, deve iniciar um longo e fecundo caminho. É hora de perguntar: o que fica? Quais os resultados e as consequências? Que frutos esperar? Que rumos assumir?
Um primeiro olhar é de gratidão e reconhecimento, por esse grande evento que marcou de maneira tão bonita a Igreja no Brasil e no mundo, as juventudes, o povo brasileiro. Foi de fato um momento forte de encontro, aprendizado, evangelização, festa, confraternização.
Foi bonito ver o rosto alegre, esperançoso, idealista e comprometido de tantos(as) jovens. Gratificante perceber o clima de respeito, de diálogo, de fé.
Foi um alento ver que o novo Pastor da Igreja Católica tem a cara do povo e o jeito de Jesus. Simples, de uma profunda espiritualidade, aberto ao diálogo, revelando a radicalidade do Evangelho, com coragem e sensibilidade para tocar nas feridas.
Por outro lado, é natural que a Jornada deixe no ar uma série de perguntas e questionamentos. E é preciso encará-los para crescer e amadurecer o processo da Jornada.
Um primeiro ponto é a questão do protagonismo da juventude. É claro que a presença carismática do Papa Francisco atraiu a atenção da mídia e do povo em geral. Isso acabou ofuscando um pouco os grandes protagonistas da Jornada, que são os jovens. E mesmo nas palestras, nos eventos, nas celebrações, nos shows, não foi de fato a juventude que estava em evidência.
Outro ponto, por sinal muito bem colocado pelo Pe. Hilário Dick, é a questão da “Pastoral de processos” e da “Pastoral de eventos”. Numa sociedade tão marcada pelo espetáculo, pelo superficial, pela estética, com pouco conteúdo e fundamento, a tentação é de ir mais na direção da pastoral dos eventos. A grande imprensa abre espaço com facilidade pra tudo aquilo que dá audiência: grandes encontros de massa, missas para multidões, mega shows de evangelização, artistas da mídia, inclusive padres. Não é à toa que quase todas as redes de rádio e televisão reservaram boa fatia de sua grade para a Jornada ou, mais especificamente, para o Papa. Se Francisco não estivesse presente, é certo que pouco se veria na mídia, inclusive nos canais de orientação católica.
Citando alguns exemplos: a “Marcha Internacional contra o Extermínio da Juventude”, no dia 26, com cerca de 2.500 pessoas, que deveria ser momento marcante da Jornada, quase não apareceu. O Ato para recordar os 20 anos da Chacina da Candelária, quando crianças e adolescentes foram brutalmente assassinados, passou em branco. As catequeses, os trabalhos vocacionais, debates etc, nada disso interessou. Não daria audiência. Não reverteria em lucro$.
Os eventos, as celebrações de massa, a presença na mídia, tudo isso é importante. Dá visibilidade, anima, contagia. Mas o que faz crescer, o que leva ao engajamento, o que se torna alicerce é, certamente, o processo silencioso e quase imperceptível do dia a dia, da luta, da reflexão.
O Papa Francisco nos alertou para isso, quando comentava sobre a transferência da celebração do Campus Fidei para Copacabana: “o verdadeiro campo da Fé somos nós”. Pe. Hilário diz que talvez Deus não tenha permitido que “a nossa aproximação com os pobres fosse, simplesmente, parte do espetáculo”.
Francisco ainda toca em algumas questões que precisam ser levadas a sério. Antes de pisar em terras brasileiras, ainda no avião, já falava que a atenção está voltada para a juventude, mas não podemos descuidar dos idosos. Cuidar (não apenas controlar) dos jovens; respeitar os mais idosos.
Lembrava que, para conhecer melhor a juventude e assumir suas lutas, a Igreja precisa se encarnar. Sair da sacristia. Ser de fato missionária, e não se contentar com a pastoral da conservação.
E falou da importância de sonhar, de ousar, de revolucionar. Jovem que não sonha já está velho. “Jovem que não protesta não me agrada”, dizia o Papa. O que nos impulsiona é a utopia: “respirar e olhar pra frente”. A experiência muitas vezes nos freia. O sonho nos empurra. “Sejam revolucionários!” Será que estamos preparados para partilhar sonhos e alimentar a utopia?
Finalmente, sinto que a eclesiologia expressa pela Jornada não foi bem a do Vaticano II e das Conferências latino-americanas. Foi muito mais eclesiologia dos movimentos pentecostais do que de comunidade; mais da estética do que da profecia; mais angelical do que humana e encarnada. Por exemplo, na celebração final de envio, os cantos foram uma oportunidade para que cada padre cantor ou artista da mídia apresentasse o seu showzinho. Músicas bonitas, mas não do povo. Faltou um grupo de animação do canto, com melodias ligadas à vida, à luta, à juventude, para que o povão pudesse soltar a voz, expressar a sua fé, o seu entusiasmo, a sua alegria de crer em Alguém que é capaz de transformar corações e dar sentido à vida. Gostaria muito de ouvir o coral de um milhão de vozes cantando: “Se é pra ir pra luta eu vou, se é pra tá presente, eu tô…”; “Somos gente nova, vivendo a união, somos povo-semente de uma nova nação…”. Seria um aperitivo do céu. Mas…
Foi muito bom! Foi bonito! Mas há um longo caminho a percorrer…

PASCOM - Paróquia São Sebastião

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CONFIRMADA A ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO DIÁCONO ADELSON

Será no próximo dia 15 de novembro, na cidade de Sericita - sua cidade natal. Há pouco, o diácono Adelson publicou a data oficial, em seu facebook, pedindo a todos orações por ele.
Atendendo o seu pedido, e em comunhão com toda a nossa Arquidiocese, a Paróquia São Sebastião une-se, em orações, ao diácono Adelson e aos seus familiares neste momento de alegria.

Parabéns, diácono Adelson!

PASCOM - Paróquia São Sebastião

Catequese celebrativa na Comunidade Santo Expedito

Na quarta-feira, 19, aconteceu na Comunidade Santo Expedito a catequese celebrativa, seguindo uma proposta do livro Dimensão Catequética da Arquidiocese de Mariana, ao finalizar o tema "O Plano de Deus".

A celebração da luz aconteceu com a participação de leitores da catequese. As velas foram acesas simbolizando a luz de Cristo que irá iluminar a vida de cada um, ajudando a buscar a paz e a felicidade.
 
Segundo os catequistas Eugênia, Geraldo, Silvana e Suely, a luz é sinal de vida, compromisso e responsabilidade, e essas serão as metas para os jovens catequizandos da comunidade.
 
Eliane Martin
PASCOM - Com. Sto. Expedito






ACOLHER TAMBÉM É EVANGELIZAR


Informe-se sobre os trabalhos do Centro de Acolhimento Dom Bosco através do telefone anexo no cartaz acima.

PASCOM - Paróquia São Sebastião

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"Meu filho, você não merece nada"


Pe. José Antônio de Oliveira

A premiada escritora e jornalista gaúcha Eliane Brum escreveu um texto muito interessante, que vale a pena partilhar. É sobre a maneira como a nossa geração lida com a questão da felicidade. E, naturalmente, como lida com a dor e a falta. Há algum tempo escrevi sobre este tema: a falta que faz falta. Embora conscientes de que a dor e a falta são ingredientes indispensáveis da vida, poucos conseguem encarar essa realidade. Como dizem: é a “ditadura da felicidade”; ou o “ser feliz a qualquer custo”.

O texto da Eliane toca na ferida de uma forma muito contundente. Lembra que “nossa geração está mais preparada, do ponto de vista das habilidades, mas, ao mesmo tempo, despreparada, porque não sabe lidar com frustrações”. Sabe usar bem da tecnologia, mas não sabe a importância do esforço pessoal, da luta. Conhece todas as potencialidades, mas desconhece a fragilidade da vida. Aprendeu que todos nascemos para ser felizes, mas não foi ensinado que a felicidade é também fruto do esforço, da luta e, muitas vezes, da dor.

É comum ouvir dos pais: “eu quero dar aos meus filhos o que eu não tive”. Muitos se matam para dar tudo aos filhos e evitar que sofram. Pais que super protegem. Quando esses(as) jovens chegam ao mercado de trabalho terão a ilusão de encontrar ali uma continuação de suas casas, onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Como raramente isso irá acontecer, vem a frustração, o desânimo, a sensação de infelicidade.

Muitos desconhecem que a felicidade, como a própria vida, é construção. E que, na maioria das vezes, pra se chegar lá, “é preciso ralar muito”. Terão de aprender com a vida, com as quedas e decepções, aquilo que os pais não ensinaram.

Muito forte a reflexão que a escritora faz em seguida: “Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. Há pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de tudo. E como se angustiam quando não o conseguem! É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites?”

E a visão de muitos é tão deturpada que chegam a pensar que a “genialidade” é mais importante que o esforço. Dizer que alguém é “esforçado é quase uma ofensa”. Ter de lutar, de dar duro parece a marca dos fracos. E junto com isso vem a falsa ideia de que é possível viver sem sofrer, que a dor é uma espécie de “anomalia”, que a felicidade é um direito: eu mereço ser feliz! Mas são poucos os que aprendem a lidar com a dor e as decepções. Desconhecem que ninguém consegue tudo o que quer.

É um peso cruel sobre os ombros dos pais: os filhos têm o direito de ser felizes; e cabe aos pais garantir esse direito. E os pais, tão limitados e frágeis, se sentirão culpados, sofrerão ao perceber que não dão conta do recado. Aí se arma um verdadeiro teatro: os filhos fingem felicidade, se empanturrando de coisas materiais, mais fáceis de alcançar; os pais fingem ser capazes de garantir a felicidade, mesmo sabendo que é uma mentira.

E conclui Eliane: “Os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. (…) Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa”.

Os pais deveriam entender que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”.

PASCOM - Paróquia São Sebastião

ONDE ESTÃO OS MÉDICOS DO BRASIL?


     Não querendo ser bairrista, nem puxar brasa para minha sardinha, nem menosprezar nenhuma profissão, mas não posso deixar de falar de uma coisa que tem me intrigado nestes últimos dias. Os médicos do Brasil e agora os outros que estão no programa "mais médicos" (alguns que fizeram a inscrição desistiram antes de assumir o cargo) reclamam da dificuldade de se chegar em certos lugares. Mas, os professores do nosso pais, desde longa data, chegam às escolas nas comunidades mais distantes seja de burro, de bicicleta, a pé, moto (já na modernidade), de barco, pegam chuva, barro, sol, poeira, ás vezes têm que dormir a semana toda na escola por não ter condução para voltar para casa. Os médicos também reclamam da falta de condições de trabalho e nestas mesmas comunidades distantes que os professores sempre foram, muitas vezes nem escola tem, apenas uma cabana com alguns bancos e classes multisseriadas. E os professores não entregam o cargo e   trabalham por um salário muito menor do que o dos médicos. Pergunto: onde está o compromisso com a vida, com as pessoas? Se os professores vão até estes lugares de difícil acesso por que os médicos não podem ir? Por acaso são profissionais diferentes, pessoas com condições físicas diferenciadas? Ou  será a visão de mundo, de  ser humano que faz um profissional ir ao encontro dos outros ou continuar na sua zona de conforto? Como diz o provérbio árabe: "quem quer fazer alguma coisa sempre encontra um meio, que não quer fazer nada sempre encontra uma desculpa".
Elenice Mendes Simões
PASCOM - Paróquia São Sebastião

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

COMUNIDADE SÃO LUCAS

Na celebração dominical de ontem, 15, na Comunidade São Lucas, ocorreu uma homenagem à Padroeira de Barbacena, Nossa Senhora da Piedade.


O Sr. Armando e o jovem Daniel entraram, no início da missa, carregando flores e a imagem de Nossa Senhora da Piedade.


O coral da Comunidade São Lucas contou com a participação do Sr. Agemiro (coral dos Vicentinos) e do Sr. Antônio Carlos.


VIVA NOSSA SENHORA DA PIEDADE!!!

Colaboraram: Joseanne Ceolin e Paulo César
PASCOM - Paróquia São Sebastião

FELIZ ANIVERSÁRIO

A PASCOM cumprimenta, nesta data especial, o seu agente,
Paulo César, desejando-lhe sde, paz e vida próspera!

Que Deus o abençoe!

PASCOM - Paróquia São Sebastião

LUMEN FIDEI (Sobre a Fé)


Ladislau Ireno Filho

Estamos no mês da Bíblia, Carta de Deus dirigida a todos nós, seus filhos, e que, “à luz da Fé e do Magistério da Igreja”, deve ser lida, acolhida e colocada em prática por nós, cristãos. Pois a Bíblia é o grande farol a iluminar os nossos caminhos. É fonte de vida. Celebrá-la é celebrar a vida. É São Jerônimo quem afirma “que ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”.

A mesma afirmação vale para os Documentos da Igreja que, fundamentados na “Carta Magna” – a Bíblia –, são editados, tendo como objetivo cada membro do Povo de Deus, para o seu aperfeiçoamento na fé, virtude de fundamental necessidade ao exercício da vida cristã.

Pois bem, é sobre a Carta Encíclica Lumen Fidei, lançada em 29 de junho de 2013, a primeira escrita pelo Papa Francisco, que, como membro da Igreja, faço menção pela forma como é versada essa virtude teologal.

Composta de quatro capítulos, desdobrados em sessenta itens, é um belo tratado sobre a fé. Passando pelos textos bíblicos a partir do Antigo Testamento com o nosso pai na fé, Abraão, desaguando no Novo Testamento na pessoa de Cristo, razão de nossa fé, chegando até nosso modelo maior de fé, Maria, Mãe da Igreja. A Carta do Papa Francisco, neste momento de turbulência, de contra valores pelo qual passa o mundo, é uma referência muito forte para a solução dos problemas que afetam a humanidade. Deixa bem claro que a fé ilumina a razão, formando com ela uma bela parceria, se reforçando mutuamente. Neste movimento mútuo, a luz da fé ilumina todas as nossas relações humanas, tornando possível vivermos harmonicamente como irmãos em Cristo - Luz do mundo -, na paz tão almejada por todos nós (cf. LF 32).

Vale à pena tomarmos conhecimento de mais este Documento da Igreja. Ignorá-lo seria um ato de insensibilidade, até mesmo de desprezo para com alguém, ou seja, para com o sucessor de Pedro, o Papa, que, ao se dirigir a nós através da Encíclica, o faz, motivado pelo amor, carinho e preocupação pelos seus filhos em Cristo.

Assim com acontece com a Bíblia, abramos nossos corações aos ensinamentos e às mensagens dos Documentos da Igreja, dando-lhes melhor atenção. A paz do mundo passa pela fé em Deus e dos homens entre si, numa relação de mútua confiança.

A Lumen Fiden – Luz da Fé – foi escrita e endereçada a cada um de nós, filhos da Igreja. E nos mostra que a fé está na base de tudo em nossa vida. E que é, na realidade, um farol necessário à iluminação dos nossos caminhos rumo à “Verdadeira Cidade” num “Mundo Novo”, “construída, à luz da fé, sobre relações que tem como alicerce o amor de Deus-Pai para todos os seus filhos”. Que assim seja!                     
                                                                                 
PASCOM - Paróquia São Sebastião

domingo, 15 de setembro de 2013

Celebração dominical na Comunidade Santo Expedito

Na missa desse domingo, 15, a reflexão proferida pelo diácono Adelson coloca em evidência o olhar  diferente para o nosso irmão. A imagem de Deus se reflete em nossas vidas."Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que 99 justos que não precisam de conversão. É preciso deixar-se encontrar por DEUS e é preciso decidir voltar para DEUS. ELE acolhe quem volta para casa."
 
Após as leituras, a Palavra foi levada pelo Diácono ao lugar de destaque acompanhada dos leitores que trouxeram as velas para iluminá -la.
"Confiei no teu amor e voltei..."
 
Eliane Martim
PASCOM - Com. Sto. Expedito
 

 

TERÇO DOS HOMENS - COMUNIDADE SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO


No dia 15 de julho de 2011, teve início, na Capela São Domingos de Gusmão, Paróquia de São Sebastião, o movimento “Terço dos Homens”.

A ideia  de fundar este movimento surgiu através de um artigo da Revista de Aparecida, e foi idealizado pelos confrades da Conferência São Domingos de Gusmão, da Sociedade São Vicente de Paulo.

A ideia foi comunicada então ao Conselho Comunitário de Pastoral, que a aprovou por unanimidade, contando também com o apoio imediato do então Diácono Euder Daniane Canuto Monteiro - hoje Padre Euder.

Atualmente conta com um número aproximado de 25 homens, que se reúnem toda quarta-feira, às 20h, na referida |Capela. Na primeira quarta-feira do mês, os membros fazem uma doação em espécie, que é revertida em doações para as pessoas necessitadas da Comunidade.

Na última quarta-feira, dia 11 de setembro, eles receberam a visita do Confrade Herculano de Matos, que faz parte deste movimento, na Paróquia de Santa Rita de Cássia, na cidade de Diadema/SP, para rezar junto e também dar uma palavra de incentivo e falar como é este movimento em sua Paróquia. Ele disse que "o movimento é uma graça de Deus na vida de quem participa. Muitas pessoas que mal sabiam rezar uma Ave Maria hoje já coordenam grupos. É um chamado de Deus, uma responsabilidade e, como tal, deve ser levado à sério". E continuou: "quando se recebe um convite para participar de um grupo do terço dos homens, este convite é vindo de Deus" - finalizou.

Então aceite este convite de Deus e venha ser mais um a fazer parte deste movimento! Junte-se a este grupo e, com certeza, a sua oração chegará a quem mais dela precisar.

Colaboraram: Valéria e Niuzeth Mattos
PASCOM - Paróquia São Sebastião

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Reunião do CCP.Comunidade de Santo Expedito



Realizada no último dia 08/09, após à missa dominical, abordando os seguintes assuntos: 
  • Formação para Grupos de Reflexão: dia 21/09/13, das 8h às 13h, no Bom Pastor.
  • Outubro, Mês Missionário: dia 01/10, às 18h, terço missíonário na comunidade. Dia 12/10, às 19h, acontecerá o envio dos missionãrios.
  • Dia 26/10: missa em ação de graças pela Consciência Missionária, marcando o encerramento do mês missionário (Favor tazer café, salgados etc para a partilha).
  • Tríduo Padre Arlindo - 18/19 e 20/12/13: a proposta foi encaminhada.
  • JCM - 09 e 10/11/13: dez fichas para cada comunidade. A participação é reservada a quem tem entre 17 e 27 anos. 
  • Festival de prêmios: dia 05/10/13.
  • Reunião com coordenação do dízimo.
  • Visita de Dom Geraldo.
  • A Comunidade de Nossa Senhora Auxiliadora está recebendo material reciclável (pensamos em alguma forma de ajudá-la).
  • Festa de São Lucas será, no próximo mês de outubro.
A próxima reunião do CCP acontecerá em 13/10/13.

Colaborou: Eliane Martin
PASCOM - Paróquia São Sebastião 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Comunidade Santo Expedito e a Bíblia






   A comunidade Santo Expedito, na celebração eucarística do último domingo, 08, teve como destaque a Bíblia. Na homilia, ouviu-se que "Palavra ouvida e não vivida,é só palavra. Palavra ouvida e praticada é fonte de vida.Com sabedoria o Mestre nos revela o caminho da salvação desejado por DEUS. Por isso com liberdade e  igualdade de filhos de Deus,sigamos a Jesus assumindo diariamente nossa  cruz, nos livrando de qualquer tipo de desapego. Se nos desapegarmos das coisas que passam, nos tornaremos verdadeiros discípulos de Cristo."

PASCOM - Eliane
Com. Sto. Expedito

JOSÉ PROCURA MARIA


Débora Ireno Dias

Dias atrás, conversando com um amigo de três décadas de vida, pude perceber que ainda há rapazes/homens que se preocupam em encontrar moças/mulheres para caminharem juntos. Esse amigo partilhava comigo o desejo de estar com alguém para sorrir, sair, conversar, abraçar, chorar, e o quanto está difícil encontrar este “certo alguém”. Quando se começa a conversar com alguma garota, a impressão que se tem é ela só quer logo arrumar um cara para se arrumar na vida.

Infelizmente, esse meu amigo não está tão errado em suas impressões, pois o que se vê, muitas vezes, são garotas cuja elegância se resume a um salto alto. As atitudes, gestos, palavras em nada concordam com o “ser elegante” que as mulheres aprendem (ou deveriam aprender) desde a infância. Não sou feminista, mas quem me lê há de concordar que muitas meninas e moças de hoje têm apresentado certos comportamentos que assustam até a nós, outras mulheres, que procuram conciliar beleza/elegância/bravura/inteligência/educação no dia a dia. Mas, onde estão as mulheres cujas atitudes nos remetem à mais bela de todas, Maria? Elas existem sim e, da mesma forma que escutei meu amigo, também escuto algumas amigas reclamando que os homens só querem o agora, a diversão e nada de compromisso sério.

Em tempos de tanta carência afetiva, quando ter amigos de verdade, ter uma família estruturada, ter laços de carinho e amizade nos locais de trabalho tornou-se algo raro, estar com alguém que lhe ajude a ser uma pessoa melhor, que lhe motive a viver a vida com mais alegria, que lhe ajude a enxergar o que há de melhor em você e nos outros e faça planos a médio e longo prazo, parece ter se tornado um quesito de sobrevivência. Mas não é! Não se fica com alguém para sobreviver e sim para viver, e viver mais feliz!


As “Marias” existem. Os “Josés” - referindo-se a São José, homem da humildade, do trabalho e do silêncio - existem. O grande clique da vida é conseguir colocar um perto do outro a fim de que se descubram. Aos “Josés” digo para não desistirem de encontrar suas “Marias”, pois elas podem estar na igreja, na reunião, no cursinho, numa festa, numa loja... E às “Marias” digo para serem como Maria Santíssima e também para não se levarem por qualquer “bom de papo”: o seu “José” está logo ali, esperando apenas que os caminhos se cruzem e, a partir daí, comecem a caminhar juntos. Afinal, tem um José procurando por Maria; tem sempre uma Maria à espera do seu José!

PASCOM - Paróquia São Sebastião

SEMINÁRIO BÍBLICO

No dia 7 de setembro, aconteceu o Seminário Bíblico, no Colégio Imaculada Conceição, que teve como palestrante Frei Gilvander, refletindo sobre o evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos, com o tema: “O ressuscitado caminha conosco e nos envia em missão”.

Às 8h, fomos acolhidos pela animadora Irmã Emília, quando tivemos a oportunidade de refletir sobre as perdas, o caminho e o reencontro que queremos. Através do questionamento: Quais as perdas que temos nessa sociedade? “Não podemos parar nas perdas, é preciso caminhar para a vitória”.

Em seguida, um grupo de adolescentes da Paróquia São Sebastião apresentou uma parábola da nossa vida diária com o intuito de nos mostrar as máscaras que usamos para driblar nossas atitudes com as pessoas, deixando-nos a seguinte mensagem: “a misericórdia de Deus não faz distinção de pessoas”.

Logo após, acolhemos nosso palestrante, Frei Gilvander, que iniciou sua fala sobre a convivência dizendo que “o principal na vida é CONVIVER, feliz de quem convive com os idosos, crianças e marginalizados”. Ressaltou ainda que na convivência com o outro vamos nos aliando à sua dor. Quando adulto, Frei Gilvander conheceu a dura realidade do Nordeste; naquele momento, confirmou-se a sua vocação e, logo após, foi para Curitiba, onde ficou cinco anos estudando Filosofia, após este período foi para São Paulo, onde estudou Teologia e confirmou-se seu amor  pela Bíblia.

Em sua reflexão sobre o evangelho de Lucas, Frei Gilvander ressaltou sobre a importância de irmos ao encontro do excluído, pensar e agir a partir da misericórdia do outro. Apresentou as sete colunas mestras do evangelho: viver e conviver movidos pelo Espírito Santo, viver de modo orante, opção pelos pobres, ecumenismo, ser compassivo, conviver com o diferente e viver na alegria com entusiasmo.

Segundo Frei Gilvander, é preciso ler, conversar, entender e viver o que Jesus nos ensina através da Bíblia, pois nós vemos o mundo a partir de onde estão os nossos pés. A opção de todo crsitão precisa ser a partir do pobre, com ele e para ele. Ação e oração é o caminho do cristão.

Ao final do dia, saímos em caminhada, como os discípulos de Emáus, para refletir a realidade de nossa cidade, nossas ruas, os empecilhos que deparamos no nosso dia a dia, como estão nossas crianças, suas diversões, seus sonhos... Finalizamos o nosso encontro na Praça do Vizinho, no bairro Diniz II, culminando nossa reflexão e partilhando o pão entre todos os presentes e a comunidade.

Um dia todo de reflexão e oração que acrescentamos em nossa vida para nos fortalecer em nossa caminhada de cristão de modo a sermos luz para o outro, principalmente aos excluídos.




Abertura do seminário com uma calorosa acolhida aos participantes




Momento do café para trocar ideias.



Nosso palestrante Frei Gilvander



Momento do "cochicho" sobre os pilares do Evangelho de Lucas





Explanação das ideias entre os grupos participantes






Momento de confraternização, no almoço.













Caminhada reflexiva pelas ruas do bairro.











Encontro e partilha na " Praça do Vizinho"

Colaboração e Fotos: Marciléa Oliveira e Marcos Soares
PASCOM - Paróquia São Sebastião