quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PALAVRA DO PÁROCO ÀS EQUIPES DE LITURGIA E AOS GRUPOS DE CANTO SOBRE O SENTIDO LITÚRGICO DA QUARESMA

Quaresma: tempo de intensidade na fé, recolhimento, mudança de vida e união comunitária
Padre Mauro Lúcio

Quando participamos das celebrações quaresmais, ficamos maravilhados com a sua riqueza litúrgico-espiritual. Se vivermos bem cada dia da quaresma, perceberemos que, a cada celebração, a liturgia nos preparará espiritualmente para celebrarmos os dias pascais com o coração mais suave, mais puro.

Não é difícil observarmos que as nossas comunidades parecem se reunir com maior fervor para celebrarem a sua fé, sofrendo com Jesus os momentos mais dolorosos de sua vida. Como que um véu de serenidade e humildade, o tempo quaresmal envolve os católicos numa forma pedagógica de clamar toda a humanidade à conversão e ao perdão. Isso faz da quaresma, para muitos, o melhor período do Ano Litúrgico. As leituras, os salmos e os cânticos quaresmais são essenciais para nos ajudar a compreender a mística deste tempo.

Quero, portanto, encorajar as nossas equipes de liturgia e os nossos grupos de canto a viverem, este ano, o tempo quaresmal com muita sobriedade, evitando todo excesso de barulho. As missas deste período devem ser mais leves e orantes.  É tempo de espera; espera pela ressurreição de Jesus Cristo, graças a qual ressuscitaremos (Cf. Jo 11,25; Cl 3,1). Evitem muito instrumento. Usem violão, teclado e voz. Só isso basta. Pandeiros, timbas, palmas, baterias ficarão de férias durante 40 dias. Eles são úteis no tempo da Páscoa e do Natal.

Ressalto que não estamos de luto, mas reflexivos, recolhidos, buscando a conversão para nossa vida.

Os objetivos das celebrações litúrgicas quaresmais, em resumo, são três, a saber:
  1. Intensificar a fé e o recolhimento dos fiéis.
  2. Reanimar o espírito de mudança de vida, renovando os propósitos de santidade.
  3. Promover e enriquecer a vida comunitária dos fiéis.
Então, o que as nossas equipes de liturgia e de canto podem propor para que a nossa Comunidade atinja estes três objetivos? Usemos a nossa criatividade, com simplicidade e fé.

LÍNGUAS DE SERPENTE

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá
No domingo passado, o Papa Francisco explicando o quinto mandamento da Lei de Deus, fez uma aplicação tão concreta que é demais; ele fala direto e exatamente o que precisamos ouvir: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo” (vv. 21-22). Com isto, Jesus nos recorda que também as palavras podem matar! Quando se diz que uma pessoa tem língua de serpente, o que quer dizer?
Que as suas palavras matam! Portanto, não só não se deve atentar contra a vida do próximo, mas também não lançar sobre ele o veneno da ira e atingi-lo com a calúnia. Nem falar mal dele. Chegamos às fofocas: as fofocas podem matar, porque matam a fama das pessoas! É tão bruto fofocar! No começo pode parecer uma coisa agradável, até divertida, como chupar uma bala. Mas no fim enche o coração de amargura e envenena também nós.
Digo-vos a verdade, estou convencido de que se cada um de nós fizesse o propósito de evitar as fofocas, no fim se tornaria santo! É um belo caminho! Queremos nos tornar santos? Queremos viver atrelados às fofocas como hábitos? Então nada de fofocas! Jesus propõe a quem O segue a perfeição do amor: um amor cuja única medida é não ter medida, ir além de todos os cálculos.
O amor ao próximo é uma atitude tão fundamentada que Jesus chega a afirmar que a nossa relação com Deus não pode ser sincera se não queremos fazer as pazes com o próximo. E diz assim: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão” (vv. 23-24). Por isso, somos chamados a reconciliar-nos com os nossos irmãos antes de manifestar a nossa devoção ao Senhor na oração”.
Diante dessa reflexão, recordei-me do Salmo 51, que diz: “Por que é que glorias da maldade, ó injusto prepotente? Tu planejas emboscadas todo dia, tua língua é qual navalha afiada, fabricante de mentiras! Tu amas mais o mal do que o bem, mais mentiras que a verdade! Só gostas das palavras que destroem ó língua enganadora! Por isso Deus vai destruir-te para sempre e expulsar-te de sua tenda; vai extirpar-te e arrancar tuas raízes da terra dos viventes! (Sl 51,1-8).
Nunca será feliz diante de Deus aquele que por mentiras e calúnias sobe na vida, ou consegue poder de governar através do crime. Estamos para participar como eleitores nas escolhas daqueles e daquelas que irão determinar os rumos de nossa história. Preparemos os ouvidos para fechar à voz do desmando e das falácias sem limites. Infelizmente quem chega ao pódio, nem sempre são os mais honestos.
Estamos num mundo do “quem pode mais chora menos”. Os conchavos e artimanhas já vêm sendo construídos desde a última eleição, na surdina e na calada da noite, ou até mesmo na luz do meio dia.
As tramas são sempre em vista das vantagens pessoais e nunca em vista do bem comum. A esperança que nos anima sempre é a de que, agora vai ser melhor, porque vai entrar gente nova, cabeça diferente, programas verdadeiros.
Porém, passa o tempo, o tempo se vai, e mais uma vez a decepção e o descrédito assumem o lugar da esperança de um mundo justo e solidário.
Eu acredito que a verdade triunfará, e a mentira será queimada no fogo do inferno. Matar, destruir, acabar com a vida não se faz só com armas, mas também com a língua de serpente, cuja ação e efeito não têm limites.
Que o Deus da vida, que nos fez a sua imagem e semelhança, nos ajude a defender a dignidade de cada ser humano, através dos verdadeiros valores da terra e do céu.
De tudo isso, entende-se que Jesus não dá importância simplesmente à observância disciplinar e à conduta exterior. Ele vai à raiz da Lei, com foco, sobretudo, na intenção e, portanto, no coração do homem, de onde provêm as nossas ações boas ou más.
Para ter comportamentos bons e honestos, não bastam as normas jurídicas, mas são necessárias motivações profundas, expressão de uma sabedoria oculta, a Sabedoria de Deus, que pode ser acolhida graças ao Espírito Santo.
E nós, através da fé em Cristo, podemos abrir-nos à ação do Espírito, que nos torna capazes de viver o amor divino. À luz deste ensinamento, cada preceito revela o seu pleno significado como exigência de amor, e todos se reúnem no maior mandamento: ama Deus com todo o coração e o próximo como a ti mesmo.

AVISO

Informamos que o Escritório Paroquial não funcionará nos dias 03, 04 e 05 de fevereiro. Agradecemos a sua compreensão.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PATINADORA OLÍMPICA DÁ EXEMPLO DE FÉ

A vitória da patinadora russa Adelina Sotnikova sobre a sul-coreana Yuna Kim, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em  Sochi  foi contestado aos olhos de todos, mas foi ao mesmo tempo um exemplo do comportamento de uma cristã. Católica, atleta olímpica e estrela internacional da patinação artística, a sul-coreana Kim Yuna é um modelo não só de dedicação e de entrega ao esporte, mas também de prática pública da fé, dizem seus admiradores.
O seminarista e blogueiro Evan Pham, da arquidiocese norte-americana de Detroit, contou à CNA em 11 de fevereiro que ficou impactado com um gesto simples de oração que Kim fez publicamente nos Jogos Olímpicos de 2010, em Vancouver. Ele e sua família se sentiram inspirados ao verem “um clipe dela fazendo o sinal da cruz e inclinando a cabeça logo antes de disputar a final feminina de patinação no gelo”. Ela venceu.
“Essa jovem estava lá, no gelo olímpico, e todas as câmeras estavam constantemente focadas nela”, observa Pham. “Ela não teve vergonha. Ela só queria rezar: não se importou se tinha tanta gente olhando. É inspirador!”.
Kim é uma das celebridades mais famosas da Coreia do Sul, seu país natal, especialmente depois da conquista da medalha nos Jogos Olímpicos de 2010 com pontuação recorde. Indiscutivelmente uma das melhores na história da patinação artística moderna, Kim acumula dezenas de recordes mundiais nas modalidades femininas de patinação curta e livre: até agora, ela quebrou 11 vezes o recorde mundial.
Além de usar a fama em documentários e campanhas publicitárias para cosméticos, roupas e eletrônicos, Kim a usa também para compartilhar a fé católica.
Ela se converteu junto com a mãe em 2008, depois que as duas entraram em contato com freiras locais e com organizações católicas por influência do seu médico pessoal, também católico. Ele a tratava de lesões no joelho.
Em seu batismo, Kim adotou o nome de “Stella”, em homenagem a Maria, Estrela do Mar, e disse a um jornal diocesano que, durante o rito batismal, “sentiu uma enorme paz no coração” e prometeu a Deus que continuaria a “orar sempre”, especialmente antes das competições.
Desde então, Kim passou a mostrar a sua fé para o mundo durante as apresentações e competições que disputava. Em 2010, ela fez parte de uma campanha nacional com os bispos coreanos para explicar o terço e o significado do anel de rosário que ela própria usa. Na época, seus admiradores o confundiam com um anel de noivado.
Kim tem tido papel ativo também na divulgação de obras de caridade, voluntariado e angariação de fundos para hospitais, universidades e outras organizações católicas de caridade, trabalhando em conjunto com os bispos da Coreia. Ela é porta-voz de instituições de caridade católicas de Seul.
Em 2012, ela mesma doou centenas de milhares de dólares para os salesianos de Dom Bosco, a fim de ajudar os irmãos missionários no Sudão do Sul a implantar escolas católicas naquele país devastado pela guerra. Kim se encontrou pessoalmente com os irmãos salesianos em Seul para entregar o donativo. À imprensa coreana, Kim revelou que, ao visitar a África em 2011, sentiu “a necessidade de ajudar as crianças de lá e oferecer qualquer apoio que pudesse” ao povo africano.
Este testemunho público, conta Pham, o inspirou a ser mais aberto no compartilhamento das próprias crenças.
Ele explica que, ao ir crescendo, sentia um certo desconforto ao praticar a fé em público. “Eu não queria que os outros me achassem estranho”, comenta, acrescentando que, em alguns aspectos, expressar a fé publicamente é como “pintar um alvo na testa” e atrair comentários negativos, piadas e até perseguições.
Quando viu Kim orando no gelo, no entanto, seu medo foi desafiado: “É uma coisa normal para ela. E que maneira incrível de dar testemunho! Se ela faz isso, por que eu não poderia fazer também?”.
Yuna Kim ensinou a Pham que “nós temos a oportunidade de manifestar a nossa fé católica em público. O que eu iria escolher? Ter medo ou não ter medo? Não ter medo é muito mais bonito!”.
Pham conta que Kim está presente muitas vezes em suas orações e o inspirou a “rezar também por outras figuras públicas que têm muito potencial para fazer o bem. Eu espero que ela continue usando a sua influência como evangelizadora”.
Nos Jogos de Inverno 2014, Yuna Kim foi medalha de prata na patinação feminina estilo livre.
Fonte: Aleteia [Cortesia de Catholic News Agency] apud http://www.jovensconectados.org.br/patinadora-olimpica-da-exemplo-de-fe.html

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

E O MISHA APARECEU... E DESCOBRI QUE SAUDADE DÓI!

Débora Ireno Dias

Dia 23 de fevereiro, assisti à cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno que aconteceram em Sochi, Rússia, desde o dia 11. Quem assistiu, pôde ver um espetáculo de luz, música e dança típica. Deu até para aprender um pouco sobre a história deste país que, ainda recentemente, era fechado para o mundo.

O show ia acontecendo, eu me deslumbrando, até que entraram as mascotes dos Jogos. A Lebre, o Leopardo e o Urso deslizavam sobre o palco olhando as crianças que ali estavam encenando. De repente, vi-me em 1980. Final dos Jogos Olímpicos de Moscou. Eu tinha 4 anos na época, mas lembro muito bem da cena: sentada junto ao Papai, assistindo à cerimônia de encerramento dos Jogos na nossa “TV 17” preto e branco, chorei ao ver o Misha se despedir dos atletas. Acho que muitos choraram também! É uma cena clássica. Não consigo me lembrar nem da mascote de Londres 2012, mas nunca me esqueci do Misha!

Enquanto o Urso de Sochi olhava o céu, meu coração palpitou mais forte, e eis que Misha apareceu num telão, naquela memorável cena de minha infância. Impossível não chorar. Até mesmo os repórteres comentavam que, quem foi criança naquela época, devia estar emocionada. Eu estava!

E de repente a emoção falou mais alto. Chorei! E descobri que o choro foi de uma saudade que talvez nunca seja “matada”. Saudade não da infância, mas dos irmãos russos com quem convivi por duas semanas, em 2013, por ocasião da JMJ. Fiquei imaginando se eles estavam também ali em Sochi, se eles se divertiram com os jogos, se eles continuam firmes na fé após a Jornada Mundial.

Meu marido falou “Rússia nunca mais”, ou seja, nunca mais nos veremos a não ser aqui na Internet. Não quero pensar assim. Na minha imaginação, penso que um dia iremos nos encontrar. Misha não apareceu de novo? Então, quem sabe, não apareceremos novamente na vida uns dos outros, pessoalmente?

Saudade dói!





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

COMUNIDADE SÃO DOMINGOS

A Comunidade São Domingos de Gusmão realizou no sábado, dia 22 de fevereiro, dentro da programação da catequese para este ano, a primeira reunião com os pais e responsáveis de nossos catequizandos. Contamos com a presença de nossos catequistas, da Coordenadora Paroquial de Catequese Sueli Santos e da Coordenadora da Região Mariana Sul Fátima Tostes, que falou aos pais sobre o Plano Arquidiocesano de Catequese e também sobre o Programa de Catequese “Vinde a Mim”, que é a divisão por etapas da catequese infantil. Falou da importância de se concluir todas as etapas e que a catequese não pode ser exclusivamente para receber sacramentos, mas uma catequese permanente, para a vida toda.
Celebramos também, no domingo, dia 23, o 7º Domingo do Tempo Comum, com o tema “Sede perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito”. A Celebração Eucarística aconteceu às 10 horas da manhã e foi presidida por Padre Adelson que ao início da celebração nos pediu que em silencio pedíssemos a Deus o perdão e a graça de perdoarmos. E na homilia nos deixou a seguinte mensagem: “Quando Deus nos convida à santidade, Ele nos convida a sermos melhores. Precisamos crescer no amor, mas não o amor que escraviza e sim num amor que perdoa, que nos leva a sermos mais santos. Quando guardamos ódio e rancor, o nosso coração se enche e não tem espaço para o amor. O ‘amar’ nos leva a fazer o bem e a querer o bem do outro, já o ‘gostar’ nos leva a pensar em nós mesmos. Quando nos distanciamos das pessoas e do amor de Deus nós perdemos a capacidade de amar o próximo e de nos amarmos. Correspondemos ao amor de Deus quando amamos o nosso irmão”.
Nesta celebração acolhemos também, com muita alegria, a nova coroinha Camila Lorena e também a nova integrante da Equipe de Acolhida Maria das Dores.

Colaboração: Niuzeth Matos e Valéria Mattos

domingo, 23 de fevereiro de 2014